Simone de Beauvoir.

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Simone de Beauvoir e Nelson em Chicago

Conheci Simone de Beauvoir há quatro anos, quando iniciava um curso de leitura e escrita da língua francesa na Universidade Estadual do Ceará. O livro escolhido havia sido Letters à Sartre (Cartas à Sartre), onde Simone escrevia cartas amorosas a Sartre. Simone foi uma mulher que se dedicou a lutar por seus ideais, uma escritora, filósofa existencialista, e acima de tudo, uma feminista francesa. Mas, era também, uma mulher apaixonada, que em meio aos seus estudos, dedicava parte de seu tempo a escrever cartas românticas para os seus amados.

Dentre os livros famosos sobre Simone temos as cartas a Nelson Algren em Un amour transatlantique – Lettres a Nelson Algren 1947 – 1967, Gallimard 1997, Cartas a Nelson Algren: um amor transatlântico 1947 1967, publicado pela Nova Fronteira em 2000.

Gosto muito não só das cartas de Simone, mas da forma coerente como escrevia. Mas, confesso que suas cartas são as minhas preferidas. Abaixo, trechos da carta à Nelson Algren:

eu sinto muito sua falta, de suas mãos, de seu corpo quente e forte, seu rosto, seu sorriso, sua voz; sinto terrivelmente sua falta”, “quero serví-lo como uma árabe”,” esperá-lo com o jantar pronto, tirar o seu sapato, colocar os chinelos”,” eu serei sua para sempre”, terminando romântica como Julieta declarando seu desejo de “morrer um nos braços do outro”.

Um pouco mais sobre Simone de Beauvoir Aqui!

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Sobre Vernon Kirke

Eu sou pagão e vivencio minha religião. Sou a parte de um todo. Sou único e complexo. Eu me completo, me basto e me satisfaço. Sou capaz de mudar de ideia como mudo de roupa. Amo na mesma intensidade com a que posso odiar. Gosto de amigos sinceros e amores intensos. Gosto do vento que anuncia a chuva, gosto do barulho da chuva e do ar melancólico que ela causa no ambiente. Gosto quando o vento embaralha meus sentimentos e confundi minhas ideias. Sonho e realizo muito. Escuto mil vezes a mesma música, danço na frente do espelho. Tenho medo do escuro. Choro fácil. Tenho sorrisos tímidos e olhares provocantes. Ás vezes acordo achando a vida desbotada, sem cor, e sinto-me apodrecer por dentro, nesses dias, tenho a certeza que meu coração parou e minha alma resolveu tirar férias, além de me encontrar vazio de pensamentos e sentimentos. Odeio injustiças, falta de caráter, ingratidão, traição e algumas pessoas que ocupam todo o seu tempo se metendo na vida dos outros. Gosto do perfume exalado por outros corpos, beijos lentos e abraços apertados. Estou sempre lendo. E a música já virou rotina na minha vida.

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