Momento

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Nossa, como a vida gosta de brincar com a gente. Sabe aqueles sonhos da adolescência, quando a gente fantasia muitas coisas, como a profissão, o que quer está fazendo numa determinada idade, com quem você desejaria estar? Então, é muito engraçado como as coisas mudam, como nós mudamos, e como parte desses sonhos são esquecidos. Mas, alguns voltam e despertam aquela nostalgia, deixando a sensação de algo não acabado. É assim que estou me sentindo no momento. Alguns sonhos voltaram, no início, quando eles retornaram à minha mente, eu pensei que a minha idade já não me permitia (eu me acho velho), porém, eles surgem com uma intensidade tão absurda que é impossível descartá-los. E aí, eu olho para o passado, e vejo o meu reflexo. O reflexo daquilo que eu era. Eu sempre fui uma pessoa metódica, preocupado com tudo, com o futuro, eu tinha prazos, eu tinha regras, eu sempre dava o melhor de mim, e hoje as coisas estão tão incertas, tudo tem mudado tão rápido, parece que a cada dia eu construo um novo futuro. E neste exato momento, minha mente está preenchida com um único pensamento, meu coração pulsa com um único desejo, e esse desejo muda tudo de novo. Estou cansado.

Eu cansei de me preocupar com o futuro, pois ele está sempre em mutação, escorre como água por entre os dedos. Eu me sinto muito solto. Preciso fixar minhas raízes. Preciso de estabilidade. Equilíbrio entre ordem e caos. Preciso acalmar minha mente, esvaziar meu coração. Preciso relaxar e deixar meu futuro existir em algum lugar, da forma que ele está agora. Preciso sentir o vento sem saber qual a direção que o sopra. Preciso ser menos racional. Preciso deixar minhas máscaras em casa e andar de cara lavada. Preciso tirar minha armadura e me permitir ser frágil. Preciso caminhar sem direção. Preciso pensar no presente e dar uma folga pro futuro. Preciso relaxar meus músculos, rir do nada, contemplar as estrelas, desacreditar e acreditar de novo, chorar sem motivo, tirar férias do mundo, tirar férias de mim.

Sinto falta de algo. Só não sei do quê!

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Sobre Vernon Kirke

Eu sou pagão e vivencio minha religião. Sou a parte de um todo. Sou único e complexo. Eu me completo, me basto e me satisfaço. Sou capaz de mudar de ideia como mudo de roupa. Amo na mesma intensidade com a que posso odiar. Gosto de amigos sinceros e amores intensos. Gosto do vento que anuncia a chuva, gosto do barulho da chuva e do ar melancólico que ela causa no ambiente. Gosto quando o vento embaralha meus sentimentos e confundi minhas ideias. Sonho e realizo muito. Escuto mil vezes a mesma música, danço na frente do espelho. Tenho medo do escuro. Choro fácil. Tenho sorrisos tímidos e olhares provocantes. Ás vezes acordo achando a vida desbotada, sem cor, e sinto-me apodrecer por dentro, nesses dias, tenho a certeza que meu coração parou e minha alma resolveu tirar férias, além de me encontrar vazio de pensamentos e sentimentos. Odeio injustiças, falta de caráter, ingratidão, traição e algumas pessoas que ocupam todo o seu tempo se metendo na vida dos outros. Gosto do perfume exalado por outros corpos, beijos lentos e abraços apertados. Estou sempre lendo. E a música já virou rotina na minha vida.

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